sábado, 30 de junho de 2007

*

lembras-te amor quando eu fui à praia
e na praia, na areia quase a mergulhar no mar senti a tua falta
a tua falta ali a meu lado, e a tua mão na minha, e a minha mão na tua.
e nós entrando no mar, de mãos dadas, beijando
as águas
como se fosse a tua boca.

amanhã vou ver o mar, meu amor.
amanhã.

e onde te encontrarei? virás com outra estrela
com aquela estrela que uma noite
- a nossa primeira noite - juntos -
lembras-te amor? - foi nossa
uma estrela que já foi cadente
e
nessa noite nasceu flor
ou

amor

domingo, 24 de junho de 2007

*

meu querido r.

tantas coisas te escrevi(?), te falei, ao longo deste mês de silêncio. esqueci-te e lembrei-te. li-te e reli-me. cheguei a enganar-me ao dizer um nome parecido com o teu, dizendo (finalmente) o teu.
e apenas tenho estado ao lado, a teu lado. (não, não fui… embora. tu sabes)
e eu a teu lado e deixaste de me ver(?) de me querer ver(?)
somos os dois ‘tonhos’ que não vamos atrás de ninguém? e assim ficamos?
ou finalmente a tua vida desembrulhou-se… e és feliz…(branco ou negro…)
do que sinto por ti, meu amor, conforta-me esta possibilidade… de te saber a sorrir, esquecendo as zangas com a vida.

sabes, amor, a gente quando cresce aprende que não é capaz de mudar ninguém, nem fazer com que nos olhem, muito menos que nos amem como nós amamos…
a gente quando cresce… pensa… e por mais que não queira, às vezes sente feridas antigas… ou apenas o amor que nunca teve…
e dá um passo ao lado… deixando a dor voar como se não existisse. inventando alegrias para se distrair. ou somente para conseguir continuar a amar em liberdade.

tenho tido saudades tuas amor
e quando são muitas, imensas, inspiro-as, e ponho-as num qualquer canto meu, não sei se do corpo ou da alma. como este canto nosso, que por vezes evito. não é preciso dizer-te porquê, pois não…

nem sei se virás mais algum dia aqui…
e o que é que eu faço com as nossas bagas, meu príncipe das madrugadas?

como-as, mas elas nascem uma e outra vez…
com(o) os beijos (na boca) que me ofereceste
como aroma leve do teu sabor – nunca experimentado

e neste silêncio às vezes ouço em eco as tuas gargalhadas e quero-te.

estás a ver, amor meu, não sei ser de outra maneira…

(já te disse das saudades?)

deixo-te aqui um beijo, meu amor de uma primavera…
quere-lo?