sábado, 19 de maio de 2007

if

If it be your will
That I speak no more
And my voice be still
As it was before
I will speak no more
I shall abide until
I am spoken for
If it be your will
If it be your will
That a voice be true
From this broken hill
I will sing to you
From this broken hill
All your praises they shall ring
If it be your will
To let me sing
From this broken hill
All your praises they shall ring
If it be your will
To let me sing
If it be your will
If there is a choice
Let the rivers fill
Let the hills rejoice
Let your mercy spill
On all these burning hearts in hell
If it be your will
To make us well
And draw us near
And bind us tight
All your children here
In their rags of light
In our rags of light
All dressed to kill
And end this night
If it be your will
If it be your will.

http://www.youtube.com/watch?v=AEzRXjg1rYE

http://www.youtube.com/watch?v=1MDlMdu2gjw

sexta-feira, 18 de maio de 2007

*

"És melhor do que tu.
Não digas nada: sê!
..."

ontem depois de falarmos lembrei-me desta frase-poema quando pensei em ti, amor. hoje ... também... surge assim sem mais... tu. sem qualquer juízo de valor... melhor? o que é ser melhor? o que é acharmo-nos melhores ou não tão 'melhores' do que achamos que poderíamos ser? isso torna-nos piores? ou pelo contrário, melhores? melhores ou piores, por o saberemos, por o sentirmos? e o que fazemos com essa consciência? com essa lucidez? ... talvez muito, talvez nada... talvez consigamos apenas... Ser!


"...
Graça do corpo nu
Que invisível se vê."*


vi o teu sim, o teu não, nus... vi, senti. e nada compreendo. compreendendo. entendes?
magoada?! zangada?! porque havia de o ficar? retirei-o por mim... por estar exposta. por ti, também, porque apesar de não compreender, sinto. sinto que... encontrei-te talvez(?) no meio de um sonho qualquer (teu). e tu encontraste-me no fim de um meu. eu sei que é preciso sonhar os sonhos até ao fim. não há culpas. não há intenções. não há mágoas, amor... momentos diferentes? timings... (?)
'vai à tua vida'... eu estou na minha vida, meu amor. e agora fazes parte dela. do meu sonho. não é uma prisão... é um facto. é um sentir. podemos deixar-nos ir... num sentido, ou no outro. está nas nossas mãos. ou nas tuas. ou nas minhas. nada é inevitável. a não ser que queiramos que seja. não gostaria que te sentisses 'mal'...
como se pode recomeçar a sonhar sentindo-nos mal?!
"este meu fascínio por ti... é porque"... não, eu não sei porque é. não creio que possa ser porque não te conhecer. eu sei que pode ser tudo, e portanto, isso também. mas então e o resto? o resto que de ti senti?
há a "barreira"-corpo... a minha. a tua. há! (a minha insegurança...face... às tuas expectativas...) e as minhas expectativas? eu vi o teu 'outro lado'... sem contexto, claro, mas senti. fragmentos de ti... não os reuno (se não costumo reuni-los com quem con-vivo no dia-a-dia, porque faria contigo?)... não os reuno porque sei que os outros são diferentes de tudo o que possa sentir... que são 'iguais' a como os sinto.
não posso apenas 'receber'? não estou dizendo, receber-te (só se quiseres dar). uma das coisas que tenho aprendido um pouco é receber apenas o que o 'mundo' me dá... (aprendizagem difícil, nem sempre bem sucedida) o que o meu olhar consegue ver e nada mais (o pensamento perturba, torna artificial o que é puro)... não há mágoas... apenas há.
posso chorar, posso amar, posso ficar momentaneamente magoada (ou antes, sentir-me ferida)...
mas chorei, ri, amei... é o que importa.
não ser amada? importa? importa para nós mesmos? (hoje não falarei disso...)... ou talvez seja esse o fulcro(?)... de ti... de mim... (não de nós, meu amor... não ainda, não jamais... de nós. não nos façamos isso)

vejo que estás online... poderia estar horas... contigo aqui... vou ter contigo, amor.


*F. Pessoa... é o que dá ele ser universal... :-)

terça-feira, 15 de maio de 2007

" "

O tempo passa mas eu espero por ti.
Lao Tse

quarta-feira, 9 de maio de 2007

" "

Passeámos a noite inteira entre sândalos disseste-me
que eram sândalos e eu acreditei toda a noite
que passeámos entre sândalos naquela noite de março
na noite em que passeámos sem nos olharmos
num bosque de sândalos num mar de sargaços
disse-te eu imerso na noite em que não acreditava
quando acordaste e eu acordei a teu lado
sem noite sem sândalos sem mar em que acreditar
apenas a justa medida de um olhar no lado sombrio
do teu corpo desperto que sonhou no tom adequado
sobre um chão de terra virgem acabado de semear.

Carlos Alberto Machado
A Realidade Inclinada
Averno, 2003

terça-feira, 8 de maio de 2007

*

às vezes parece que te amo
às vezes parece que pego na tua mão

a tua mão

e vejo linhas
e percorro-as
lentamente
uma
outra
infindáveis

as tuas linhas, meu amor
toco
levemente
a palma da tua mão
percorro-as
uma
outra
cada uma. todas. tu, amor.
e elas riem. e elas choram. e elas amam.

depondo um beijo na tua palma da mão.

*

as tuas mãos
de que são feitas as tuas mãos, amor?

segunda-feira, 7 de maio de 2007

*

a [(in?) tranquila] materialização do... amor...

domingo, 6 de maio de 2007

*

já não fujo, meu amor.
já não fujo de mim. caminho. e amo. como sempre amei. como nunca amei.
caminho e amo as pedras. e as pequenas flores desta passagem.
caminho e não sei o destino. que importa?, se ninguém o sabe...
caminho... não! faço o caminho neste manto de estradas.

e a espera, amor? espero-te? sim, espero-te. não, não me espero.
espero-te como se respirasse

espero-te neste meu caminho
- na nossa encruzillhada -
esperas-me(!?, amor) nesse teu caminho


espero, meu amor...
e.
respiro.
.nos

*

bom dia, meu amor
bom dia, meu sonho de um dia de sol

*

era noite.
era mar e praia.
era escuro sob um mar de pequenas luzes.
no céu, uma estrela cadente
silenciei-me para a olhar
como se te olhasse
desejo?
- se vieste para me dar um beijo de estrela -

na noite, vi-te
e por momentos, alcancei-te, meu amor.

sexta-feira, 4 de maio de 2007

*

Boa-noite, meu amor
deixo-te com as nossas bagas... com a noite...

*

"não sei quem és... só o que sentes...."
uma frase, tua
uma lágrima, minha...

se soubesses...
se tu soubesses o quanto quis que alguma vez o meu amor me tivesse dito isso
que o meu amor me dissesse:
"não sei quem és... só o que sentes...."

se o meu amor me dissesse
"não sei quem és... só o que sentes..."

sentiria que ele tinha entrado em mim

e finalmente... alguém me... encontrou

*

invadiu-me a tristeza. ou o cansaço e a tristeza, meu amor.
li as tuas palavras. senti-as desalento e cansaço.
eu vinha como asas, como estrelas que brilham

eu vinha
acreditando que tudo era possível
acreditando-nos
acreditando que todo este impossível que temos vivido
sentido
era possível

hoje amor eu imaginava que era nossa a noite
- esquecida do cansaço e da noite mal dormida, a sonhar-te -
hoje o dia todo sonhei
o nosso encontro
as palavras que não te diria
porque não havia palavras
esquecidas do seu sentido
nele, apenas eu e tu
etu : eu tara-amor tu
etu: outra forma de escrever... nós

hoje, amor...
e neste agora?

sonho ou pesadelo?

quinta-feira, 3 de maio de 2007

:

tanta coisa tenho para te dizer, meu amor.
meu amor é sim teu nome, sem o seres (ainda?)
e tanto te falei... hoje, ontem...
sabes amor? tenho sentido o meu corpo despertar lentamente. estranho-o. estranho, num quase absurdo de ele se inquietar às palavras. às tuas. como se elas me percorressem. não apenas dos meus olhos até... não, aqui e ali, elas percorrem-me. toda. e ao escrever isto, sinto-me corar. por uma certa timidez que me acompanha. por uma espécie de sedução. sedução - minha - pelo meu próprio sentir, sedução por ti. não julgues amor que faço aqueles jogos vãos. o jogo é da verdade. amar é também seduzir. ser seduzida. porque há entrega. e querer. e desejo.
estavas certo, amor. eu aqui é que estou nua.
estavas certo, amor. quando disseste Tara amor.
só aqui sei ser amor. absoluto. arrebatado. uma espécie de corpo e alma. unidas.
uma espécie de parte que se oculta de tudo... de quase tudo.
um lugar onde nua, amo.
como quem respira.

e lá fora, amor?
lá fora, levo Tara comigo, como um coração que bate sempre. só entre-visível.
não porque não haja amor. mas porque este amor é diferente.
é amor.
entendes?
sentes? sentes-me, amor?
sinto um tremer interior ao escrever isto. saber que vais ler... e...
e o desejo...
e o que é o amor senão desejo de sermos descobertos, contemplados em todos os nossos recantos. o desejo de irmos descobrindo recantos do nosso amado? um desejo de reconhecimento... tu em mim... eu em ti... reconhecimento, não identidade.
e por vezes, tu és eu e eu tu. e eu amo-te.
e outras. tu és tu. e eu amo-te.
é tão fácil. tão simples, não é amor?
não, não penses. eu também pus aqueles pensamentos todos de lado.
sinto.
o desejo de amor é também o amor.
o amor da necessidade de revelação.
o amor do desejo de confidência.
de se ser tudo... o que se dá, visível ... o que se oculta sob véus. leves.


e nesta ânsia de entrega, o abismo.
a atracção de um precipício... o desejo e o medo, meu amor.

o medo de nos darmos... despidos.
de me dar despida.
e de tu não poderes amar/entender/sentir este etéreo corpo de Tara. aqueloutro corpo de L.
este meu corpo. todo. eu e eu e...

e também eu tenho medo... de não poder amar este teu corpo, R.
e o outro de H. e todo tu.
e no entanto, que boba, sinto-o. por ti. e por aquele tu, mais... extrovertido(?)... e por ti, todo(?) saberia?
sinto-o agora. em mim. tão profundamente que as minhas faces estão quentes. e o meu coração bate intranquilo.
sinto-o tanto. neste dar-me. a ti.

não foram só 6 os posts que escrevi por ti. aqui.
perguntaste duas vezes sim. e eu respondi-te. logo, meu amor... a cumplicidade...
mesmo Sabendo-nos... é por vezes tão difícil ler nas entrelinhas... mesmo nas nossas próprias...

também eu não sei o quê, amor. mas sei que quero...(-te?)

terça-feira, 1 de maio de 2007

«silvestre»

vou dormir
sei muito pouco...sobre tudo....nem de mim sei...
procuro

dá vontade de rir ... a vida , o destino
as conversas(…) ...são mágicas [:] vale tudo... até ser sincero
de uma forma arrebatadora... gost[o] da chuva na cara , de correr de mãos dadas para fugir às tempestades
durante tantas madrugadas

Diga-me Tara , conhece-me? [estava à sua espera]
ainda não despertei

não resisti a re-experimentar o sabor
Tenho pouco tempo ... - vou encontrar-te
dorme, o que tenho para dizer pode esperar. nada mais faço do que esperar, sei do que falo
já te tinha dito. - sim, tu não ouviste. eu sei. sei o exacto, (poucas vezes poderei afirmar isto) momento
foi lindo. acho que só ... contigo, te poderia explicar.... sei que tu sabes. e? e?
Sinceridade, a saber a "campo". com espinhos, diferentes

[sinto a tua inquietação. sentes a minha?
somos silêncio... gestos, olhares, mãos e rostos...]

gostava de dizer-te,
espera, também vou.
espera, deixa-me ver o rio, pelos teus olhos.
- deixa-me ouvir (gosto tanto de ouvir) o pulsar do rio no teu peito.
diz-lhe que sentirei para sempre a sua falta. estou a sentir. não devo sair. não posso sair(?). agora. vais ao rio?
eu preciso de continuar, a sonhar?! - amor.

penso sempre que o melhor (…) foi o que não leste
Não quero saber mais...
lembro-me. para sempre.
já te disse que gostei?

li a palavra mar..., sim. quero. leva-me para o mar. afoga-me. enche-me de areia. (…) vamos, deixa o rio anda , vamos ver o mar

sobre o que sinto, sei. sei que não quero sentir. quero paz.para mim... e como dizes no teu (mais meu, eu gosto tanto)... e respiro. junto ao mar... o ar é fresco os corpos arrefecem, ... a noite esquece-nos.(?) - queria estar na praia... percebeste. não? - não faz mal. beijo em troca da TUA rosa.
estava frio nas margens do Tejo? compreendes?(!), tenho fome.
[eu queria dar-me aos teus olhos... a ti... ]

Achas que digo pouco?- que sinto pouco?
somos tudo
Verdade: Não, não quero sentir medo.
o caos (…) um agradável passeio no sentido de aquilo que desejas
só quero estar
[queria pousar as minhas duas mãos no teu rosto ][escuta, amor, o silêncio... ]
dizxx mais do que eu gostaria. - tão diferente(?) do que tu imaginas.
dá-me tempo

Ao ler-te (…) sentia-me. intensamente. muitas vezes. amiga-amor,
sentimos da mesma forma. e? sinto-te. Não corro, não luto, estou cansado. Amei-te ( sim a ti desconhecida... sim , de forma egoísta, a mim em ti)
Gostava que ficasses
gosto-te aqui.
[é querer sentir-te mais e mais... (…) também eu quero paz, amor]

eu não pergunto.
pára
quero ficar no meu canto. aqui. seguro. que idiota
não quero nada.
quero estar no espaço.

o acto não significa nada.

Dorme bem, minha Tara. por momentos, pensei...

R.