quinta-feira, 8 de março de 2007

# 32

um dia houve em que me ofereceste túlipas.
túlipas como um quadro de Noronha da Costa.
túlipas
tuas, meu amor.

hoje. hoje, sinto-me névoa ou nada.
nada num aperto.

se te olhar hoje meu amor
se te olhasse agora...

fecho os olhos...

não quero a dor da tua ausência. não a quero, meu amor.
não te chamo.
vem!