domingo, 14 de janeiro de 2007

# 27

era madrugada. eram madrugadas os nossos dias e as nossas noites. eram madrugadas e nós nem as víamos. eram madrugadas frias que pelo riso pelo choro pelo grito pelo amor se tornavam calor. eram madrugadas onde parava o relógio e desparareciam os traços do mapa das estradas e das constelações. eram madrugadas habitadas pelo mar de uma luz que nos inundavam. era... era, meu amor?
era... e esta madrugada?