# 17
sinto-me só, amor.
de repente, uma solidão envolveu-me como me envolve o teu silêncio. tento não conjecturar, mas... é assim tão complicado responder ao amor? eu sei como é mais fácil não ripostar à raiva, àqueles que não nos querem bem. e ao amor?
há muitos anos era eu quem não sabia lidar com o amor (?) ou paixão ou interesse dos outros. hoje? hoje não sei. talvez num passado ainda recente, também não tenha sabido. não que o tenha rejeitado, como na adolescência, mas pelo contrário, aceitei-o, fiz desse interesse o meu. sim, quis ser amada. quis sentir o que era amada, e amar. e amei para ser amada? que erro. parece que toda a minha vida é um erro, erros sucessivos, e por isso estou errando pela vida.
por amor te quis, por amor te reneguei. por amor... que é este agora? só o meu sentir? o meu querer?
não acredito. por vezes. acredito, muitas vezes. acredito que fui para ti... e depois, terei sido? e hoje? e hoje, meu amor?
às vezes sinto-te tão estranho. às vezes, não, muitas vezes. quase sempre de uma estranheza boa, como se não fosses deste mundo. não és deste mundo. mas que sei eu? o que sabemos nós dos outros, mesmo vivendo com eles, partilhando a mesa, a cama, o dia-a-dia?! mesmo aqueles que nos geraram o que sabem de nós? os outros têm uma ideia tão deles sobre nós. geralmente julga-nos pelo que eles próprios são. sim, julgam-nos. e tu como me julgas? como me sentes?
sentes a minha solidão, amor? acreditas no meu amor? quere-lo, meu amor?
de repente, uma solidão envolveu-me como me envolve o teu silêncio. tento não conjecturar, mas... é assim tão complicado responder ao amor? eu sei como é mais fácil não ripostar à raiva, àqueles que não nos querem bem. e ao amor?
há muitos anos era eu quem não sabia lidar com o amor (?) ou paixão ou interesse dos outros. hoje? hoje não sei. talvez num passado ainda recente, também não tenha sabido. não que o tenha rejeitado, como na adolescência, mas pelo contrário, aceitei-o, fiz desse interesse o meu. sim, quis ser amada. quis sentir o que era amada, e amar. e amei para ser amada? que erro. parece que toda a minha vida é um erro, erros sucessivos, e por isso estou errando pela vida.
por amor te quis, por amor te reneguei. por amor... que é este agora? só o meu sentir? o meu querer?
não acredito. por vezes. acredito, muitas vezes. acredito que fui para ti... e depois, terei sido? e hoje? e hoje, meu amor?
às vezes sinto-te tão estranho. às vezes, não, muitas vezes. quase sempre de uma estranheza boa, como se não fosses deste mundo. não és deste mundo. mas que sei eu? o que sabemos nós dos outros, mesmo vivendo com eles, partilhando a mesa, a cama, o dia-a-dia?! mesmo aqueles que nos geraram o que sabem de nós? os outros têm uma ideia tão deles sobre nós. geralmente julga-nos pelo que eles próprios são. sim, julgam-nos. e tu como me julgas? como me sentes?
sentes a minha solidão, amor? acreditas no meu amor? quere-lo, meu amor?
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