# 12
estive a reler as cartas que me escreveste, durante meses e meses. durante a nossa ausência. para mim, são as tuas cartas de amor. talvez não as chames assim. eu sinto-as. disse-te, e sem confirmares, não desmentiste. sentias amor, meu amor, e escreveste palavras poemas. por vezes bastava uma só palavra e eu sentia-a amor. e eu amava-te silenciosamente. quase como agora, escrevendo-te palavras ocultas. palavras menores do que o que sentia. porque o sentir é silêncio. como por vezes é grito que ecoa por todos os mares, que voa com todos os ventos.
oh, meu deus, como te amo! não preciso que me digas nada... não digas nada, amor. deixa-me só olhar para ti. ficar a olhar para ti. penetrar-te. ser penetrada pelo teu olhar. ficarmos eternamente... ternamente no olhar um do outro. como um íman. aproximando-nos lentamente... lentamente... fundindo-nos. meu amor.
oh, meu deus, como te amo! não preciso que me digas nada... não digas nada, amor. deixa-me só olhar para ti. ficar a olhar para ti. penetrar-te. ser penetrada pelo teu olhar. ficarmos eternamente... ternamente no olhar um do outro. como um íman. aproximando-nos lentamente... lentamente... fundindo-nos. meu amor.
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