# 41
eu volto sim meu amor. voltarei sempre. se tentar esquecer-te é ir. se aceitar o facto de não o conseguir é voltar. vou e venho. e no entanto estou. sempre. estás sempre em mim. que importa se já não consigo ver as tuas fotografias, ler as tuas cartas? não as vejo, não as leio. não te quero associar mais ao sofrimento, à dor da tua invisibilidade. àquele sentir de que podíamos ser... não foi um sonho meu. cada vez é-me mais evidente. a tua recusa tem a ver com... não sei bem, mas não é com o que sentes por mim. assim como a minha partida não teve a ver... ou antes teve tudo a ver com a paixão que sentia por ti. a paixão. a minha paixão por ti. (paixão de dor, paixão de desejo, de anseio). hoje ainda há paixão. diferente. já não há paixão-amor. há amor-paixão.
no outro dia ouvi-te. senti procurares-me. e eu fiquei quieta sem mexer um músculo que fosse. vi-te à minha procura. nesse dia precisaste de mim. tive de ficar imóvel. compreendes, não compreendes meu amor? tu sabes que eu iria, que eu vou quando tu me chamares, quando conseguires dizer-me algo mais belo que o silêncio, mesmo que mo digas sem pronunciares uma só palavra. não são precisas palavras entre nós. apenas a tua mão e a minha. nada mais, amor meu.
no outro dia ouvi-te. senti procurares-me. e eu fiquei quieta sem mexer um músculo que fosse. vi-te à minha procura. nesse dia precisaste de mim. tive de ficar imóvel. compreendes, não compreendes meu amor? tu sabes que eu iria, que eu vou quando tu me chamares, quando conseguires dizer-me algo mais belo que o silêncio, mesmo que mo digas sem pronunciares uma só palavra. não são precisas palavras entre nós. apenas a tua mão e a minha. nada mais, amor meu.
<< Página inicial
