terça-feira, 24 de abril de 2007

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isto não é um blog.
é um canto da minha alma.
tantas vezes claro. hoje escuro. muito escuro. hoje não amo. não sinto amor. apenas raiva. mágoa. com lágrimas. podia com um clique apagar isto tudo. dói ver-me amor e sentir toda a indiferença do amor. nem posso dizer que é por um homem. como posso amar um homem que sinto indigno de mim... indigno. merdoso. como todos aqueles que tive. sim, quase nada valiam. e sei que a responsabilidade é minha. escolhi-os assim como eles que me quiseram para eles. posse. pura posse. amor vs. posse. ou então, o medo. escolhia-os e eles tinham medo. li que os homens têm medo das mulheres bonitas. de mim têm! não julgue que me acho muito bonita - às vezes sinto-me sim - outras vezes, só sou porque vejo nos olhos e na boca dos outros que me acham assim. outras nem me vejo, nem vejo o que os outros vêem. não, não me linke, Rui. não gosto do outro nome, desculpe. quero ficar só. ficar só como estou só. aqui no meu canto que não é de modo algum um blog. blog é outra coisa. sei do que falo. obrigada por estar aí. não quero falar para audiências. só para alguém que escuta. se não for o caso, não faz mal, é só tirar-me dos favoritos. desaparecer no éter. hoje nem me acho especial, não acho nada nem ninguém especial. não é achar, é antes não poder achar. toda a gente está na sua conchinha. nos seus medos e nas suas conquistas e posses. absurdas. talvez fosse eu quem quisesse desaparecer não no éter... ainda encontrava alguém conhecido... até mesmo seu, agora que sei onde trabalha.
desaparecer mesmo... custa muito. custa sim, a solidão. poça! custa mesmo. ainda no domingo falava com alguém e sentia ou dizia a benção que era a solidão. e volto a dizê-lo, se o contrário é viver com homens merdosos. acham-se grandes e são mesquinhos, ou então, acham-se pequenos demais para mim e fogem. e o meu defeito é amar demais. ou querer ser amada.
e quando alguém se chega ao pé de mim, eu amo. nem é sempre com amor romântico, pode ser 'apenas' amor humano. e depois... isto é complexo demais para escrever aqui. e depois ou querem prender ou batem em rápida retirada... burros, sem compreender nada. nem falo do corpo. o meu corpo. se sinto carência? sinto-o às vezes. como não? como sinto que essa carência me podia atraiçoar uma e outra vez. e depois quem se queria afastar seria eu, mas não gosto de magoar.
faz bem o desabafo. liberta. se o resto é uma face, esta é a minha outra.
às vezes tenho pena dos meses estarem passando, e os anos... e... nem quero olhar para muito do meu passado. por isso me agarro a este pequeno presente, a que tenho chamado amor. qual amor? um mito! um sonho que não passa disso mesmo. algo para quem não consegue viver sem amar, nem que seja uma pedra. algo para quem não consegue viver sem sorrir. e sorrio ao sol e à lua... a si.
diabos!! viver é difícil. devia conseguir gritar até ouvir o eco do meu grito. e no entanto, só consigo estar aqui a escrever para alguém que não faço ideia quem seja. seria quase insane, se todo este mundo já não o fosse.
tem sido uma noite má... só isso. obrigada por vir aqui. não sei porque vem. mas gosto.